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Dia da mulher – Como trabalhar com essa data de forma mais inteligente e estimulante em sua escola

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O dia da mulher vai muito além de uma simples data comemorativa, sendo um manifesto das conquistas das mulheres ao longo dos anos e que, ainda hoje, ocorrem com bastante força. Muitas conquistas na área política, social, cultural e econômica ocorreram no decorrer dos anos e ainda são motivo de reivindicações e esforços por todo o mundo.

Tratar desse tema na sua escola, portanto, é extremamente importante uma vez que a escola tem papel crucial na construção de visão de mundo dos alunos em assuntos como o direito à igualdade de gênero.

Como surgiu a data

O Dia Internacional da Mulher emergiu a partir dos movimentos das atividades trabalhistas na virada do século vinte nos Estados Unidos e por toda a Europa. Desde então, o Dia da Mulher assumiu novas proporções globais no desenvolvimento de uma nova construção sobre a atuação das mulheres.

O crescimento internacional do movimento das mulheres, tem ajudado a comemoração a construir uma base sólida para o desenvolvimento dos direitos das mulheres e de sua participação na política e economia.

A evolução do movimento

1909 O primeiro Dia da Mulher foi observado nos Estados Unidos em 28 de fevereiro. O Partido socialista da américa designou este dia em honra ao protesto das trabalhadoras de 1908 ocorrido em Nova York, onde mulheres protestaram contra as suas condições de trabalho da época.

1910 O Segundo encontro das mulheres da Internacional Socialista, em Copenhague, estabeleceu o Dia da Mulher em caráter internacional, para estabelecer um suporte para a conquista internacional do direito ao voto. A proposta foi saudada com a aprovação unânime da conferência de mais de 100 mulheres de 17 países.

1911 Como resultado da iniciativa de Copenhague, o Dia Internacional da Mulher foi marcado pela primeira vez (19 de março) na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Além do direito de voto e de ocupar cargos públicos, exigiram o direito das mulheres ao trabalho, à formação profissional e ao fim da discriminação no trabalho.

1913-1914 O Dia Internacional da Mulher também se tornou um mecanismo para protestar contra a Primeira Guerra Mundial. Em toda a Europa, as mulheres realizaram manifestações pela paz, para protestar contra a guerra ou para expressar solidariedade com outros ativistas.

1917 Contra o cenário de guerra, as mulheres na Rússia novamente escolheram protestar. Quatro dias depois, o Czar abdicou e o governo provisório concedeu às mulheres o direito de voto.

1975 Durante o Ano Internacional da Mulher, as Nações Unidas (ONU) começaram a comemorar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

1995 A Declaração de Pequim e a Plataforma de Ação, um roteiro histórico assinado por 189 governos, centrou-se em 12 áreas críticas de preocupação e visou um mundo onde cada mulher e menina pudesse exercer suas escolhas, como participar da política, obter educação, ter uma renda e viver em sociedades livres de violência e discriminação.

2014 A 58ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher focou nos “Desafios e realizações na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para mulheres e meninas”. As entidades das Nações Unidas e as ONG credenciadas de todo o mundo fizeram um balanço dos progressos e dos desafios que ainda subsistem para o cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

2015 Para estimular compromissos concretos e posicionar a igualdade de gênero, os direitos das mulheres e o empoderamento das mulheres no centro da agenda global, a ONU Mulher e a República Popular da China coorganizaram um “Encontro de Líderes Globais sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres: Compromisso de ação” em 27 de setembro. Também foi acordada entre as nações a Agenda 30, uma nova agenda com plano de ação para pessoas, planeta, prosperidade, paz e parceria. Ele promoverá sociedades pacíficas, justas e inclusivas e exigirá a participação de todos os países, partes interessadas e pessoas. A ambiciosa agenda busca acabar com a pobreza até 2030 e promover a prosperidade econômica compartilhada, o desenvolvimento social e a proteção ambiental para todos os países, e inclui tópicos importantes sobre a efetiva conquista de direitos pelas mulheres.

Fontes: Site da ONU: <http://www.un.org/en/events/womensday/history.shtml> ONU Mulheres: <http://www.onumulheres.org.br>.

A maior homenagem é a conscientização

A escola é o espaço que contribui para a construção do caráter social do indivíduo, sua visão de mundo, seu posicionamento na vida política e das problemáticas a nível global.
Ela também é o lugar onde temas ligados ao respeito à igualdade, dignidade e as individualidades, devem ser tratados.

É fundamental que os educadores adotem a postura de desenvolver nos alunos não apenas o conhecimento técnico, mas também visão de mundo e de princípios éticos de convívio em comunidade, como empatia, generosidade, igualdade de gênero, respeito às minorias, entre outros.

Além disso, não basta tratar desses assuntos apenas em datas especiais. O exemplo deve ser dado diariamente. O comportamento dos educadores deve ser sempre exemplar e coerente, sem contradições, já que eles servem como inspiração direta aos alunos.

Atividades a serem desenvolvidas em sala

Livros, músicas e filmes: A contribuição das mulheres para a produção cultural é gigantesca. É possível indicar, ou passar para os alunos durante a aula livros, músicas e filmes criados por mulheres ou que tratam da temática feminista.

Uma dica interessante é usar filmes e músicas com essa temática nas aulas de inglês, para os alunos praticarem o listening (audição). Algumas indicações são:

Mulan (1998)

Uma famosa princesa da Disney, Mulan é uma garota chinesa que se disfarça de homem para lutar na guerra no lugar de seu pai idoso. Forte e destemida, Mulan questiona os papéis tradicionais de gênero ao mostrar-se uma guerreira nata. Assista ao trailer

Moana (2017)

Este filme, que se tornou sucesso de público imediato, trata de uma garota que questiona sua posição de realeza e desafia seus pais a fim de lutar pelo seu povo. Com pele morena e cabelos crespos, Moana é uma grande referência de empoderamento feminino e quebra de estereótipos. Assista ao trailer

As sufragistas (2015)

Dirigido pela britânica Sarah Gavron, se passa no início do século XX. Após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação,

quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Assista ao trailer

Outras grandes obras caso você queira continuar conhecendo: Filmes – Aquarius (2016), Carol (2015), Elis (2016), Estrelas Além do Tempo (2016), Norma Rae (1979), O Sal da Terra (1954), Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2000). Músicas – Bobagem (Céu), Ain’t Got No/I Got Life (Nina Simone), Bad Reputation (Joan Jett & the Blackhearts), Run the World (Beyoncé) etc.

Importante: comentar, contextualizar e debater os filmes e músicas apresentados aos alunos é imprescindível.

Além disso, outra sacada legal é realizar o sorteio de livros entre os alunos matriculados. Livros bem populares com temática feminista atualmente são:

50 Brasileiras Incríveis Para Conhecer Antes de Crescer (Débora Thomé)

Débora Thomé, jornalista, cientista política e criadora do bloco de carnaval Mulheres Rodadas, é a autora dessa obra que reúne a biografia de grandes mulheres brasileiras. Com uma história cheia de aventuras e desafios, neste livro não faltam mulheres fortes, fabulosas e fantásticas para inspirar meninas e meninos a não desistirem de seus sonhos, independente das dificuldades.

Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e A Vontade de Liderar (Sheryl Sandberg)

Neste livro absolutamente inspirador, Sheryl Sandberg investiga as razões de o crescimento das mulheres na carreira estar há tantos anos estagnado, identificando a raiz do problema e oferecendo soluções práticas e sensatas para que elas atinjam todo o seu potencial. Eleita uma das dez mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, Sheryl encoraja as mulheres a sonharem alto, assumirem riscos e se lançarem em busca de seus objetivos sem medo.

A menina do Vale (Bel Pesce)

Bel sempre foi obcecada por conhecimento. Esse fato, aliado à dedicação e à iniciativa, a ajudou a abrir as portas para muitos dos seus sonhos. Quando se mudou para o Vale do Silício, na Califórnia, em 2009, passou a se dedicar ao empreendedorismo. Desde então, sua energia está voltada para o mercado de startups, empresas jovens e inovadoras que buscam um modelo de negócio escalável e sustentável. Neste livro, Bel conta o que tem aprendido em sua jornada empreendedora e cita casos de sucesso.

Eu sou Malala (Malala Yousafzai, Christina Lamb)

Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Atividades com temática para o dia da mulher: Nas aulas de digitação ou de criação de textos ou planilhas, é possível pedir aos alunos para criarem tabelas ou textos com as datas mais importantes das conquistas das mulheres. Uma ideia bacana é criar listas, como uma “lista das maiores cientistas, artistas, influenciadoras etc. de todos os tempos”, por exemplo, a fim de ensinar aos alunos a respeito das grandes contribuições femininas para o mundo enquanto estudam informática.

Para finalizar, também é superimportante mostrar casos de mulheres que atuam em profissões que ainda são consideradas, pela maioria, como exclusivas ou preferencialmente voltadas para homens, como policiais, bombeiras, motoristas, astronautas, executivas etc.

Esta postagem teve como objetivo, além de dar dicas de como tratar a data de comemoração do dia da mulher de forma mais moderna e inspiradora, também reforçar a responsabilidade que decai sobre nós, atuantes da educação, no sentido de desconstruir a imagem da mulher como sexo frágil e na ênfase a luta pelos direitos de igualdade de gênero. Muito já foi feito, mas ainda há muito a se fazer.

Deixamos aqui nossa homenagem a todas as nossas colaboradoras da Metodologia ADVANCE, que contribuem diariamente para o desenvolvimento da nossa instituição de ensino e a todas as educadoras e atuantes dos setores pedagógicos espalhadas pelo Brasil.

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